In between, eu não te esqueci!
Eu posso por a culpa na minha faculdade, mas isso seria falsidade da minha parte, eu parei de postar porque… Nem sei, e também não to prometendo com esse post voltar a atividade “normal” (se é que esse blog um dia teve atividade normal), mas eu tinha que terminar essa história.
Bom, umas considerações. Eu comecei a escrever essa história aos 16, por motivos que não me convém falar, e por mais que eu tenha levado algum tempo pra terminá-la, ela seguiu quase a risca o cronograma que eu imaginei aos 16 anos. Por mais que seja possível notar uma evolução grande do início ao fim, esse texto ainda segue umas limitações do meu início, coisas que achei melhor não mexer. Eu planejo um dia revisar essa história, rescrever todos os capítulos com a qualidade que eles merecem ser escritos, mas esse dia esta MUITO longe.
Mesmo assim esse é o fim de uma saga, a primeira de muitas. Entrego agora o fruto da minha demanda, e agradeço (sem nomes, para não esquecer ninguém) a todos que me ajudaram de qualquer maneira com essa história, obrigado.
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Sob um céu cinza chumbo: # 0
Era a ultima semana de aula, Micke e Fernanda voltavam dá escola juntos, ninguém falava nada. A mão direita de Micke estava em seu bolso, segurava um objeto muito importante, sua mente maquinava um plano. A mão esquerda segurava algo mais importante a mão de Fernanda.
O céu estava fechado, garoava bem fraco, não era o suficiente para preocupar ninguém, mas Micke sentia frio, era um momento muito importante e nada podia sair errado.
Fernanda soltou sua mão.
—Precisamos conversar.
Ela olhava para ele, olhos verdes brilhando com gotas de água salgada, imprecisos, incertos.
—Tá tudo bem? —Micke estava assustado, era claro que não estava.
—Micke, você é um cara muito importante pra mim, passamos por muita coisa, juntos e separados, e eu nem sei como eu vou te falar isso. Eu pensei nisso a semana toda, planejei, estive com a coisa toda na cabeça e agora sumiu tudo.
Micke apertou o objeto em seu bolso.
—Calma, vai dar tudo certo, pode me falar.
—Eu não acho que isso vai dar certo. Eu to confusa, to com medo.
—Mas por quê? As coisas tem sido tão boas na ultima semana, passamos por todos os problemas que tínhamos, as férias estão chegando, finalmente poderemos ter um tempo só pra nós.
—É exatamente por isso, as férias. Moramos muito longe um do outro.
—Você sabe que isso não quer dizer nada, eu não ligo de ir te visitar, e ir pro seu lado da cidade quando formos sair, sem problemas.
—Na verdade Micke, eu vou receber uma visita nessas férias, uma ex namorada minha que se mudou para o interior a um ou dois anos, ela vai passar um mês em casa e… Eu não quero te trair.
—Não traia! —Micke estava ficando desesperado, apertava com força a pequena caixa aveludada em seu bolso, e para piorar a situação a chuva só apertava.
—O único jeito de não fazer isso, é terminar com você, me desculpe.
Micke não desculpava, mas não precisou dizer isso, Fernanda voltou a andar, ele não. Ficou ali.
A cada minuto chovia mais forte, Micke estava ensopado, mas mesmo assim não moveu um músculo sequer.
Aos poucos Micke colocava as idéias no lugar, depois de tanta coisa, não seria de se espantar que Fernanda terminasse com ele. Mesmo assim ele gostava dela, e sentiria a sua falta.
Voltou a andar, foi em direção ao metro. Ao chegar ao metro, sentou e começou a rabiscar algumas palavras em um papel, aquilo ajudava a colocar a cabeça no lugar. Percebeu que poderia se virar com as coisas ruins, e que no ano seguinte, conheceria pessoas novas. Percebeu que a única coisa que ele tinha perdido, era o seu primeiro amor. Só o primeiro por enquanto.
Terminou de escrever, levantou e desceu, foi para casa bem, tinha terminado um capítulo de sua vida.
Se existe uma musica para essa saga inteira, eu não sei, não conheço. Sinceramente conheço várias que serviriam para vários momentos, mas para não cometer nenhuma injustiça, o texto termina como começou, sem musica nenhuma.
Eu tenho ideias novas, tenho lido bastante também, mas não tenho escrito quase nada, então acho pouco provável que eu volte aqui tão cedo, já deixo as minhas desculpas.
Novamente obrigado, e até a próxima empreitada!